Se lá estivesse eu, andando pela rua e desse de cara com essa pessoa aí acima, o que eu diria? "Oi, tudo bem?" Esticaria o pé e a deixaria tropeçar? Falaria mal dela, ou simplesmente pensaria mal, muito mal dela (como faço inúmeras vezes ao dia sobre as pessoas que cruzam meu caminho...)? Ou, simplesmente, passaria e a ignoraria, como sendo apenas mais uma de mais uma, de mais uma entre mais uma?
Acho que se a reconhecesse como sendo eu , só iria querer fazer uma pergunta a mim mesma: Ei, pq você é assim?
Engraçado... Por mais que eu pense, reflita tente encontrar uma resposta que eu daria, eu não consigo. Está além das minhas forças, está além de mim mesma. Não sei dizer quais são as razões que me levam à isso. Não sei as razões que me levam a ser eu mesma, em diversas versões: o eu pra mim, o eu pros outros, o eu entre nos escombros do meu ser... Cacos e retalhos, espelhos estilhaçados, muros pichados e pedaços de pregos sujos e enferrujados. Atitudes de um meta-eu... Diversas de mim...
Imagine uma louca equilibrando-se numa corda bamba esticada sobre o muro que divide a cidade da realidade e a cidade da insanidade.
terça-feira, agosto 21, 2007
Zas! It's me!
Princípio de Insanidade. Comprovado!
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