terça-feira, setembro 14, 2010

Rachaduras no Espelho

Perdida e completamente apaixonada!

Pérolas

"Certos beijos não podem esperar...
São emergenciais..."

(Eu e ele - Lika e Luiz Carlos)

terça-feira, setembro 07, 2010

Atributos "pandísticos"

Raridade,
Singularidade,
Beleza,
Serenidade...
... de um panda!


Obs: agora ninguém esquece mais!

sexta-feira, setembro 03, 2010

Equação Centenária

1º. de setembro + Timão = Centenário

1º. de setembro + Yes = Cem cilindradas + 25
1º. de setembro + Lander = 2X Yes ([Cem cilindradas +25] + [Cem cilindradas +25])



Resultado Final: No dia do aniversário de Cem anos do Timão, ele ainda não ganhou nada de presente, nem um campeonatozinho sequer, mas, eu, como boa corinthiana, ganhei uma moto numa proporção de 100 cilindradas, mais 25, maior que a minha!

Aê Timão, o aniversário é seu, mas o centenário é meu!

sábado, agosto 28, 2010

Trilha Sonora

Don't Cry - Axl Rose / Izzy Stradlin

Talk to me softly
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry

I know how you feel inside
I've been there before
Somethings changing inside you
And don't you know

Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight

Give me a wishper
And give me a sign
Give me a kiss before
You tell me goodbye

And please remember
That I never lied
And please remember
How I felt inside now honey

You gotta make it your own way
But you'll be alright now, sugar
You fell better tomorrow
Come the morning light now, baby

Baby, maybe someday

quinta-feira, agosto 26, 2010

De inspirações...

Houve um tempo em que pensava que a tristeza e a melancolia eram amigas da minha inspiração. Bastava acordar cinza em um dia mais cinza ainda para acreditar que tinha coisas belas e profundas para dizer. E muitas vezes as minhas agruras fluíam como rio vívido de dentro de mim, embora parecesse que a melancolia já havia despedaçado tudo no meu interior. Mas as palavras pulavam e saltitavam cheias de vida. Mais vivas do que eu mesma!

Mas, um dia ela venceu... Tudo acizentou dentro de mim, e as palavras jaziam pálidas em algum cemitério estranho e inalcansável. Só haviam lembranças de palavras, inspirações fracas que pulsavam incertas, buscando um último lampejo de motivação. Ligadas por um fio invisível, as palavras vegetavam como se padecendo de morte cerebral. Mas, eu resistia por não desligar os aparelhos! E era incapaz de aceitar o fim, aceitar que elas não queriam mais pular vivas para mim. Ou melhor, elas não podiam, pois a melancolia e a tristeza mudaram de lado.

Caminhava errante pela vida cinza, com um coração cinza e palavras cinzas que não podiam ser coloridas. E em determinado momento eu já não me preocupava com elas. Não me preocupava a maneira inerte como as coisas apareciam a mim. Nada tinha cor, nada tinha brilho, tudo era culpa, tudo era apatia. O fato de acreditar na paixão pela vida não me fazia nenhum bem, a não ser mostrar me um paradigma que me parecia inatingível demais.

Mas, um dia eu olhei pra vida cinza, e de repente, vi uma cor. Um lindo dourado-sol brilhou ofuscante em algum lugar da paisagem inerte. E como que atraída pela beleza daquele brilho dourado, o segui cegamente. "Fuja da luz!" A melancolia gritava dentro de mim... "Você precisa do cinza!" Gritava a tristeza desesperadamente! Mas, a intensidade do brilho era tão grande, que não somente me ofuscava, mas me ensudercia. Ouvia a voz das duas algozes abafada, como dentro de um tubo. Tão distante, que resolvi ignorá-las. Seguindo a luz, tive por certo que me transportava para outra dimensão.


Então, de lá, olhei pra vida novamente. E de repente, uma imensidão de cores invadia tudo, como baldes de tinta sendo derramados em tecidos brancos. Pude ouvir as palavras despertando do sono mórbido em algum lugar dentro de mim. Elas pulavam, satisfeitas e aliviadas do sufocante tom cinza. Olhei para o brilho dourado, e eis que tudo vinha dele, como um portal. Então me apaixonei. Desesperadamente e intensamente. Era como um ímã, tão lindo que eu não podia resistir ao magnetismo. A beleza é Deus, disse Rubem Alves. Daquele portal luminoso fluia tanta beleza e inspiração, que nem mesmo a culpa, terceira e mais poderosa algoz, podia me impedir de correr em direção a ele. Nem mesmo o medo. Como alguém que vislumbra uma linda cachoeira na beira de um penhasco, eu pulei, alegre e entregue àquela paixão!

No final da queda d'água havia um lago translúcido e refrescante, em meio à vegetação.Porém, embora límpida, a água era multicolorida. Enxarcada daquela mistura colorida, eu gargalhava como criança jogada ao alto e recebida com cocégas na barriga! E desde então, eu não sou mais cinza! Tenho diversos tons, como a vida que se apresenta a mim. As palavras saem lilazes e verde-grama. E juntas, fazem um lindo arco-íris. E o rosa, ah... O rosa... Não é atoa que independente da cor, toda rosa é sempre rosa. O rosa é cor predominante em mim. Rosa-dourado. É a nova cor que deu o tom à minha nova vida apaixonada e colorida. Lindo portal brilhante, por onde eu não quero voltar! Sim, me apaixonei por ele.

Da cantoria pública...

"Buscava água... O bem mais necessário em São Paulo em um dia desses! Então virei à direita em direção ao local onde me lembrava. Mas, antes da água..."

Banheiros públicos de uma cidade como São Paulo pode ser um local temido por muitos. Entre a população da cidade, tenho por certo que banheiros públicos estão pelo menos entre os tres lugares públicos onde um paulistano não gostaria de estar. Imaginando a cena em São Paulo, metrô Vergueiro, calor de 30° no inverno paulistano, poluição entupindo os pulmões, com a umidade do ar a 13%, vendedores de água e afins fazendo lucro... Como estaria um banheiro público paulistano em um dia desses?

Fui utilizar o lugar odiado dos paulistanos a contragosto. Mas, que agradável surpresa! Fui recepcionada alegremente com uma cantoria:

"Ernesto me convidou...

Dizendo que mora no Brás"

E prosseguia:

"Me deu, uma baita de uma 'réiva'..." *

A letra estava errada, mas era lindo! Só depois de ficar encantada com a alegre cantoria que vi a faxineira alegre que limpava aquele lugar. Cantarolava e passava o rodo no chão. Cantarolava e passava o pano na pia.

Deu vontade de agradecer a ela pela receptividade inusitada. Banheiro limpo e arrumado. Então pensei: "tenho que encontrar alguma coisa pra fazer que seja assim, que me faça cantar!"

Ao sair de encontro a pia, a cantarolante mulher ainda estava lá. Sorria e passava o rodo no chão. Sorria e passava o pano na pia.

Veio o ímpeto de falar com aquela valente mulher, que tinha um dos mais indesejados empregos de um paulistano, e trabalhava num calor de 32°, e ainda permanecia a cantarolar. Fiquei hesitante de quebrar o comum gelo paulistano, a indiferença que muitas vezes não sorri nas coisas comuns do cotidiano.

"Gostei de ver sua alegria! Trabalhando e cantando, é isso aí!", falei sorrindo.

Aquela mulher sorriu de volta, se bem que parecia que ela não tinha terminado de sorrir ainda. Então ela respondeu suavemente enquanto ainda torcia o pano na pia:

"É minha filha, como dizem, quem canta seus males espanta! Não adianta trazer os problemas pro trabalho não. Não é fácil não! Eu to aqui e nada aqui vai resolver lá. E eu tenho que ficar aqui."

Por um momento a serenidade dela me constrangeu. Ali não era o problema pra ela. Aquele trabalho estressante não era o problema pra ela. Os problemas estavam longe e ela não os trazia pra ali. Naquele indesejado local, só havia espaço para cantoria!

Troquei mais algumas palavras com aquela sorridente mulher, que floriu ainda mais a minha tarde ensolarada.

"Parabéns! Continue assim, cantanto!"

"Obrigada! Você é muito simpática..."

Sorriu. Sorri de volta. Pode ser que eu tenha alegrado um pouco mais a tarde dela, porque, afinal, eu a vi, não somente olhei pra ela.

Subi as escadas sorrindo, peguei a caneta e quis me lembrar pra sempre dela, da mulher "sorricantante". Então resolvi postar aqui, pra que ela possa viver para sempre. Pra ressuscitar sempre que eu ler e lembrar do sorriso e da voz dela. Pra eternizar.

"As palavras escritas são eternizadas".

Sim... Tem muita coisa maravilhosa na minha vida, e eu posso agradecer à própria vida por isso! Então, olhei para o céu, para o sol, pro contraste dos prédios, para a simplicidade daquela tarde paulistana, seca, porém ainda assim bela, pra alegria daquela tarde, e pensei em você! Sorri sozinha de novo...


"Sentada no jardim ensolarado, de repente me dei conta que o bebedouro se foi, e a sede por um momento também. Eu havia me esquecido da água. Mas agora a secura voltava lancinante..."

* Samba do Arnesto - Adoniran Barbosa

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Cores...

Nada mais de coisas obscuras e tristes!

New time, new world, new passion!