Desde pequenina (muito mais do que ainda é hoje) a garotinha oriental se sentia diferente. Não sabia dizer o que a fazia se sentir assim, mas apenas se sentia. -- Eu tenho um nariz grande - pensava.
-- Você tem um nariz grande - diziam.
Mas, ela não queria ter um nariz grande e diferente. Queria ser especial.
Desde sempre diziam a ela que parecia que ela aparentava mais idade do que realmente tinha. Então, a garotinha oriental achou por bem crescer. Achou que ser grande era alguma coisa especial. Mas, ela continuou se sentindo muito diferente. E, ela gostou.
Então, a garotinha oriental concluiu que ser diferente era especial.
Mas, ela já tinha crescido e seu nariz continuava grande.
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