Imagine uma louca equilibrando-se numa corda bamba esticada sobre o muro que divide a cidade da realidade e a cidade da insanidade.
domingo, março 30, 2008
Trilha Sonora
Cariocas
Adriana Calcanhoto
Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados
Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexy
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado
Adriana Calcanhoto
Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados
Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexy
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado
sexta-feira, março 28, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
Juke Box
Já algum tempo que venho pensando que as pessoas e suas atitudes podem ser comparadas a músicas e melodias.
Partindo disso, concluo que existem "frequências" em que são tocadas, como uma estação de rádio. Isso é uma questão de linguagem. Uns tocam, falam, em frequência AM, outros
em FM. Há aqueles que tocam, falam e vivem em 89 FM, a Rádio Rock. Outros ficam na Cultura AM, nas melodias de Bach.
em FM. Há aqueles que tocam, falam e vivem em 89 FM, a Rádio Rock. Outros ficam na Cultura AM, nas melodias de Bach.Interessante é que, na "rádio da vida", encontramos pessoas que simplesmente estão em outra frequência, e simplesmente não pega, ou fica aquele zumbiiiido. Às vezes, com um pouquinho de sorte ou ajuda de um MP3 potente, encontramos pessoas que estão sintonizadas na mesma estação que nós. Daí, acontece, a sintonia perfeita, estéreo e sem ruídos.
E, de repente, nem parece mais radinho de pilha ou MP3 barato, mas fica igual Juke Box, onde a gente pode escolher e tocar junto, na hora que quiser, U2 ou Led Zeppelin.
Explicações e Desculpas
Devo aqui minhas desculpas e algumas considerações sobre meus últimos posts. Acho que nunca fiz isso antes, mas, é necessário... rs!
Citei, sem citar, um menino que conheci na net e que seria responsável pela meu "buraco-negro" virtual.
Queria deixar claro que isso foi muito bom pra mim, e não há mal pra ele ser responsável por isso (embora ele se sinta triste pela responsabilidade... rs), o que me fez repensar sobre minha imagem e lugar no mundo.
Tô voltando cheia de gás, e novidades, e peço desculpas se minhas palavras pareceram críticas!
Na verdade, foram palavras de agradecimento por me fazer pensar sobre coisas que eu não tinha pensado muito.
Portanto, aqui fica meu agradecimento e meu pedido de desculpas!
quarta-feira, março 26, 2008
25 de março
A Rua 25 de março é uma das mais conhecidas da cidade de São Paulo. Milhares de pessoas de diversos lugares do país (e do mundo, quem já foi, já viu...), circulam pelo centro da cidade em busca de parafernálias estranhas e melhores ofertas de preço para coisas comuns.Acho que as opiniões se dividem sobre esse lugar. Há dias em que eu tenho prazer de ir e ser atropelada pelo compradores desesperados. Até ser roubada! Há dias que eu gosto disso.
Há dias em que, só de pensar me causam frios na espinha. Só de imaginar os gritos, tropeções, sessões de massagem gratuitas com aqueles aparelhinhos feios e apitos do tipo "ai, ai, ai titia...", me irrito consideravelmente. Mas, não segue nenhuma lógica essas minhas opiniões. É de lua!
Mas, fato é que eu costumo ir muito nesse lugar. Gasto horas andando de um lado pro outro, me irritando ou não. E, ontem foi um desses dias. Estive na 25 de março em pleno 25 de março!
Mas, há um outro dado sobre esse dia. Um outro dado sobre o 25 de março, porém, acerca do qual eu ajo da mesmíssima forma. Há dias em que me irrito, e dias em que tenho imenso prazer. Confesso que ultimamente minhas visitas tem sido muito prazerosas. Embora o que me leve a essa "outra 25 de março" não seja o consumismo propriamente dito, não me nego de afirmar que também é por necessidade. Seja para aliviar, e como, minhas lágrimas, ou para simplesmente a necessidade de desfrutar da companhia de alguém que amo e que me faz bem.
Por isso, deixo aqui minha dupla parabenização. À Rua 25 de março e à alguém nascido em 25 de março, "ariano torto", ascendente em virgem e mais do que um amigo. O amigo. Pena não tê-lo visitado, como fiz à rua. Aqui sua identidade virtual!
segunda-feira, março 24, 2008
Primeiro sintoma: esquizofrenia
Pensemos na fonte! Uma fonte comum, daquelas que jorram água.
Sempre eternamente jorrando aquilo que, para ela, é infinito, pois, a fonte não é água. É fonte!
A saber que nesse mundo a vida, tudo, quase tudo, é como um ciclo indestemível, infantizível, infantifusível...
Assim, os montes que se precipitam onde a mostardinha os enviou, serão revolucionários. E, se depositarão uns sobre os outros, em comunidade, unidade, para que sejam os mais altos seres que se aproximaram do céu, morada de Deus.
E, ao chegar, ser como "João-pé-de-feijão", e ser escurraçado pelo gigante da impersonalidade, im-compatibilidade. Eu versus tu. E o que "não sou eu", não me interessa no universo.
Factídico sacrifício que é realizado no nascimento? Nascer destinado a morrer nos remete à sermos como vermes, "vermezinhos de Jacó", e parasitarmos o cosmos como câncer a ser expelido!
Esperança? Não, obrigada! Se a única esperança é minha amiga pois a mantenho como prisioneira do meu cosmos corporal pela ilusão da pele e das células.
Pensar é "des-celular". Tirar a ligeira impressão de um indivíduo, e torná-lo igual ao negro, doente, sujo, obeso e ainda por cima, mulher. Dizemos então, juntos e juntas, somos um e uma?
Falar consigo mesmo é o primeiro sintoma de "esquizofrenia". Devemos nós, então, falarmos com Deus para nos tornarmos esquizofrênicos?
Eternamente perseguidos por si mesmos em personalidades exteriormente inexplicáveis. Se eu controlo meu mundo, o que me impede na "onipotentopatologia"? I'm my God of my world!
Sempre eternamente jorrando aquilo que, para ela, é infinito, pois, a fonte não é água. É fonte!
A saber que nesse mundo a vida, tudo, quase tudo, é como um ciclo indestemível, infantizível, infantifusível...
Assim, os montes que se precipitam onde a mostardinha os enviou, serão revolucionários. E, se depositarão uns sobre os outros, em comunidade, unidade, para que sejam os mais altos seres que se aproximaram do céu, morada de Deus.
E, ao chegar, ser como "João-pé-de-feijão", e ser escurraçado pelo gigante da impersonalidade, im-compatibilidade. Eu versus tu. E o que "não sou eu", não me interessa no universo.
Factídico sacrifício que é realizado no nascimento? Nascer destinado a morrer nos remete à sermos como vermes, "vermezinhos de Jacó", e parasitarmos o cosmos como câncer a ser expelido!
Esperança? Não, obrigada! Se a única esperança é minha amiga pois a mantenho como prisioneira do meu cosmos corporal pela ilusão da pele e das células.
Pensar é "des-celular". Tirar a ligeira impressão de um indivíduo, e torná-lo igual ao negro, doente, sujo, obeso e ainda por cima, mulher. Dizemos então, juntos e juntas, somos um e uma?
Falar consigo mesmo é o primeiro sintoma de "esquizofrenia". Devemos nós, então, falarmos com Deus para nos tornarmos esquizofrênicos?
Eternamente perseguidos por si mesmos em personalidades exteriormente inexplicáveis. Se eu controlo meu mundo, o que me impede na "onipotentopatologia"? I'm my God of my world!
A grande irmã Ausência
Foram quase dois meses de silêncio. Não pelo motivo que pareça mais óbvio: falta do que falar. Mas, exatamente pelo motivo avesso: excesso de acontecimentos.
Minha vida é um grande aglomerado de pessoas, lágrimas, responsabilidades, trabalhos, livros e músicas que me afogam e sufocam, o que me deixa inquieta quanto a saber se eu vivo a minha vida ou é ela que me vive.
Assim, fui deixando o silêncio tomar conta desse meu auto-retrato virtual. Confesso também, que houve uma pessoa mais responsável por isso. Um menino que, eu acabei conhecendo na internet por causa desse blog. Ele me chamou a atenção de como pessoas que eu nunca vi, como é o caso dele, sabem da minha vida até mesmo mais do que, uma vez que, muitas vezes, nem eu mesma entendo o que aqui postei.
Desse jeito, há um acréscimo de personagens nessa via, dos quais eu não tenho controle... Apesar que também não tenho lá muito controle sobre mim.
Então, ao refletir sobre isso, acabei tendo uma parada virtual. O que, junto com as coisas que aconteciam em demasia, e me causavam, literalmente, azia na alma (que grego isso, não?), me fizeram refletir se eu devia expor ao mundo minhas mazelas e dissabores, ou a incrícvel rotina de uma estudante de teologia... Gerando um imenso buraco-negro na minha vida aqui relatada.

Mas, após refletir, cheguei mesmo à conclusão de que esse espaço é mais como uma "auto-terapia". Assim, faço um apelo àquelas pessoas que me leêm, e julgam me compreenderam: podem auxiliar à essa pobre teóloga em projeto à auto-compreender-se?
Por isso, estou aqui! E, decreto novamente aberta a temporada de caça à Aline Taconeli e aos seus pensamentos heréticos, eróticos, poéticos, filosóficos, neuróticos e humanóticos...
Aqui estamos nós!
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